Os tesouros do Jura
A história da produção de vinho na França remonta ao século II a.C., com grande desenvolvimento durante o período romano. O país reúne mais de 200 variedades nativas e cerca de 360 denominações de origem, produzindo vinhos em praticamente todo o seu território.
Entre tamanha fartura, encontramos entre a Borgonha e a fronteira suíça, o Jura, uma das menores e mais singulares regiões vinícolas da França. Imagine um cenário de lagos deslumbrantes, cachoeiras, vales, falésias calcárias e mais de 4.000 cavernas, além de aldeias históricas reconhecidas como Patrimônio Mundial da UNESCO.
A geografia única da região revela solos com mais de 150 milhões de anos, ricos em fósseis de dinossauros e criaturas marinhas. Esse conjunto de fatores — solo, clima e relevo — torna o Jura uma das regiões mais exóticas e fascinantes do mundo do vinho.
Seus estilos são igualmente distintos: vão de brancos secos, tensos e vibrantes, até vinhos oxidativos de longa maturação em barrica, que podem envelhecer por décadas — como o emblemático vin jaune. Já os tintos, elaborados a partir de Pinot Noir, Pulsard e Trousseau, apresentam elegança de inspiração borgonhesa, com personalidade própria.
Jérôme Arnoux Friandise 2022 — AD 93 pts
Jérôme Arnoux, Jura, França.
Blend tinto composto a partir de uvas Poulsard, Trousseau e Pinot, cultivadas em solos argilo-calcários, com estágio de 3 meses em barris de carvalho. Mais uma boa edição desse vinho, mostra frutas vermelhas maduras acompanhadas de notas florais, de ervas, de especiarias e de um leve toque animal, tudo sustentado por acidez afiada e taninos firmes e de grãos finos. Fluido e gostoso de beber, tem final persistente, com toques terrosos, de cerejas e de groselhas.
Este exemplar recebeu AD 93 pts pela Revista ADEGA.

