🍇Do Valpolicella ao Amarone: o Vêneto em quatro estilos.
Entre os Alpes e o mar Adriático, ao norte da Itália, está o Vêneto — uma das mais antigas e prestigiadas regiões vinícolas da Europa. Terra de paisagens que misturam colinas verdes, vilarejos medievais e canais venezianos, o Vêneto é sinônimo de história, arte e, claro, grandes vinhos.
Foi dali que partiram muitos italianos rumo ao Brasil no século XIX, levando na bagagem suas tradições, entre elas, a paixão pelo vinho. Hoje, essa mesma terra abriga denominações renomadas como Soave, Bardolino, Valdobbiadene e, claro, Valpolicella — um dos nomes mais celebrados da viticultura italiana.
As principais uvas utilizadas na região são Corvina (a mais destacada), Corvinone, Rondinella e Molinara e ela possui quatro estilos de vinhos principais, divididos por grau de intensidade: Valpolicella, Valpolicella Ripasso, Amarone della Valpolicella e Recioto della Valpolicella.
O que os distingue são as técnicas de vinificação. O Valpolicella tem um perfil leve, enquanto o Valpolicella Ripasso é uma versão mais intensa. Já o Amarone della Valpolicella é feito com uvas que são secas em esteiras ou penduradas em vigas por semanas ou meses após a colheita (appassimento) e por fim, o Recioto della Valpolicella é um vinho de sobremesa, estilo passito, também feito de uvas secas.
Tinto composto a partir de Corvina, Corvinone e Rondinella elaborado através do método "ripasso", em que as cascas das uvas secas fermentadas para fazer o tradicional Amarone são adicionadas ao mosto para fermentarem novamente. Após esse processo, o vinho estagia durante 12 meses em barris de carvalho. Exibe frutas vermelhas maduras e em compota seguidas de notas florais, terrosas, de ervas e de especiarias doces, tudo equilibrado por acidez refrescante e taninos firmes e de grãos finos. Tem final suculento, com toques de cerejas ao licor e de alcaçuz, que pedem uma segunda taça, de preferência na companhia de queijo parmesão.
Este Valpolicella, recebeu AD 91 pts pela Revista ADEGA.

