Pegaso Barrancos de Pizarra 2021
R$ 689,39
R$ 619,99
Cultivado em encostas de ardósia (pizarra) na Serra de Gredos, este vinho evidencia como a natureza do solo pode moldar o estilo da Garnacha, conferindo profundidade, mineralidade e uma identidade singular ao terroir de Cebreros.
Quando se fala em vinhos de altitude, é natural imaginar noites frias, grandes amplitudes térmicas e uma maturação mais lenta das uvas. Esses fatores são importantes, mas não contam toda a história. Sob a superfície, o solo exerce uma influência igualmente decisiva, afetando o desenvolvimento da videira, a qualidade da fruta e, por consequência, a identidade do vinho.
Mais do que um simples suporte para as raízes, o solo funciona como parte ativa do terroir. Sua estrutura física, composição química e atividade biológica determinam como a planta encontra água, nutrientes e espaço para crescer. Em terrenos bem drenados e de baixa fertilidade, por exemplo, a videira tende a desenvolver menos vegetação e a concentrar seus recursos nos frutos.
Os fragmentos rochosos, a profundidade do terreno e sua capacidade de reter ou escoar água também interferem diretamente no comportamento da planta. Quando há um estresse hídrico controlado, as uvas podem apresentar menor tamanho e maior proporção entre casca e polpa, favorecendo a concentração dos componentes ligados à cor, à estrutura e à longevidade do vinho.
A altitude acrescenta uma nova camada a essa equação. Temperaturas mais baixas prolongam a maturação, ajudam a preservar a acidez e permitem que os aromas se desenvolvam de maneira mais gradual. Mas é a associação entre essas condições climáticas e a geologia de cada lugar que torna os terroirs elevados tão distintos entre si.
Essa relação pode ser observada na Sierra de Gredos, na Espanha. Ali, vinhedos cultivados entre aproximadamente 600 e 1.200 metros de altitude repousam sobre solos graníticos rasos, de baixa fertilidade e boa drenagem. Essas características ajudam a compreender por que suas condições favorecem maturações prolongadas, acidez fresca e taninos mais finos. Em regiões como essa, o vinho não é resultado apenas da variedade cultivada ou das escolhas feitas na adega. Ele nasce do diálogo contínuo entre a videira e um ambiente exigente, no qual solo e altitude transformam limitações naturais em identidade.
Revista Adega - AD 95 pts
Tinto elaborado exclusivamente a partir de uvas Garnacha, cultivadas em solos de xisto (pizarra) nas ladeiras de Arrebatacapas, em Gredos, com fermentação sem adição de leveduras exógenas e posterior estágio de 24 a 30 meses em barris de carvalho francês de 400 e 500 litros. Uma edição ampla e de boa concentração de frutas vermelhas maduras, mas também elegante e muito fluida, tudo em meio a uma acidez vigorosa e taninos tensos e de grãos finíssimos. Cheio de camadas, tem final profundo, com toques de cerejas, de groselhas, de ervas, de especiarias, de grafite, florais, terrosos e redutivos. Álcool 14,5% Degustado em 13/06/2026 por AM
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Tipo: Tinto
Região: Serra de Gredos
Produtor: Telmo Rodríguez
País: Espanha
Uva: Garnacha
Graduação Alcoólica:14,5%
Estágio em Barrica: Fermentação sem adição de leveduras exógenas e posterior estágio de 24 a 30 meses em barris de carvalho francês de 400 e 500 litros.
Região: Serra de Gredos
Produtor: Telmo Rodríguez
País: Espanha
Uva: Garnacha
Graduação Alcoólica:14,5%
Estágio em Barrica: Fermentação sem adição de leveduras exógenas e posterior estágio de 24 a 30 meses em barris de carvalho francês de 400 e 500 litros.
